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Charlie Brown, Snoopy,  Linus, Lucy, Schroeder entre outros, são personagens que habitam nosso imaginário desde 1950 (really?) e mais do que isso, são manifestações de pessoas que encontramos andando na rua calmamente.

O Filme (que surpreendentemente é de 2011) é muntio simples na narração e nos acontecimentos, como de certo modo as historias do Charlie Bronw sempre foram. Um leve review do filme é mais ou menos esse:

Linus é empurrado a seus limites quando descobre que a avó está vindo para visitar e fazer ele se livrar de seu cobertor de segurança infantil. Com a chegada da vovó mais perto, a turma dos Peanuts tenta ajudar Linus aprender a lidar sem a sua “muleta”. Lucy esta particularmente ansiosa para curar a dependência de Linus usando sua própria técnicas psiquiátricas e, enquanto Charlie Brown tenta ajudar ele, porém simplesmente não tem o coração para ver Linus sofrer. Todo o tempo é Snoopy que esta  agitando constantemente porque ele quer que o cobertor para si mesmo.No final, o perspicaz Linus  afirma que todo mundo tem seu próprio tipo de “segurança cobertor “e na vida um pouco de segurança é uma coisa valiosa.

Sinto se eu falei um pouco de Spoiler, mas na realidade o enredo é bem simples é mais pautado em situações tão comuns das tiras que não há realmente aquela sensação de novidade.

Obviamente que estamos “acostumados” com o modo peculiar de enredo do Snoopy. Porém isso não diminui o meu encantamento e me deixou pensando, por que nós homens adultos nós encantamos tanto com o lúdico?

É estranho essa característica, pois até mesmo o mais durão e machão dos homens ri e se diverte com filmes “infantis”.

Não obstante disso tudo a mensagem do filme é muito bonita, e correndo o risco de ser piegas, é algo que mesmo para nós no dia a dia não esta claro. Afinal o filme trata de conforto, de aspectos que nos remetem a segurança, seja uma música, um estilo de roupa, uma cama quente, ou cobertor.

Para alguns essa segurança é mais imaterial, é a voz de uma pessoa querida, é um abraço, é um sorriso ou um beijo antes de sair de casa, porém todos a temos, então porque achamos tão estranho quando as pessoas as nossas fraquejam?

Por que mesmo pensando assim e tendo essas “muletas” como diz a minha mãe, “O macaca senta no próprio no rabo para ver o do outro”.

Egoísmo? Pode ser…Porém creio que seja mais uma questão de se sentir superior aos outros, como se ao negarmos nossa necessidade de proteção estamos nos tornando melhores, mais fortes, mais capazes, mais homens ( e mulheres).

E você já olhou para o seu próprio rabo hoje? Ou esta se aninhando em um cobertor quente?

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