Tags

, , ,

Não abro os olhos. Mas escuto meu telefone tocando sobre o criado mudo.

“Espera um instante não tenho criado mudo…”

Minha cabeça pesa um pouco, me lembro do gosto do conhaque da noite passada e não deixo de sorrir. Ainda não abri os olhos.

Aos poucos minhas sensações vão voltando e sinto o braço dele sobre o meu peito, na realidade não sei realmente o nome dele, mas não me importo foi bom, e  a hora que acordamos vamos ficar novamente e ir embora.

Sinto sua barba roçando próximo ao meu braço esquerdo. Abro os olhos e vejo o belo homem que está em meus braços. Lembro aos poucos de trechos da conversa, dos beijos e carícias, mas não me recordo do seu nome.

O celular já parou, porém vem um som de mensagem.

“Pode atender…” Diz o cara em meus braços.

Estico o braço e vejo a mensagem, nada importante, uma amiga querendo saber aonde eu fui parar a noite passada. Simplesmente respondo que estou bem e depois conversamos.

“Devia estar no trabalho” penso com uma certa amargura, mas volto a me arrumar na cama e me aconchegar, ao desconhecido.

Decido que mesmo que não sabendo que ele seja, supre minhas necessidades momentâneas.

O resto, eu me preocupo a hora que eu acordar. Por hoje eu já tenho as respostas que precisava.

Anúncios