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Tenho alguns grandes defeitos.

O primeiro talvez seja o dato de não conseguir escolher. Seja uma blusa, um relógio, um anel, ou um amor, o fato é não sei – ou simplesmente – não sou bom em escolher. Ao escolher algo obrigatoriamente estamos abrindo mão de outro, optando por uma das opções e deixando a outra para trás.

Acredito que no fim todos nós somos de certa forma péssimos em fazer escolhas, e quando os fazemos acabamos atribuindo sentindo na nossa escolha através de uma técnica infalível, colocamos defeito na outra opção. Tentamos – por muitas vezes – habilmente nos desfazer do objeto, coloca-lo abaixo daquilo que escolhemos para poder alcançar a sensação de que conseguimos o melhor.

Outro grande defeito é a superestimação.

Eu espero de mais das pessoas. Quero que sempre que elas realizem o melhor, nunca falhem e simplesmente acertem sempre. Não me decepcionem e não falhem.

Obviamente isso é um erro, desprovido de qualquer embasamento uma vez que se trata deu uma realidade utópica que enfim nunca irá existir.

Contudo mesmo sabendo desses defeitos, eles continuam a se manifestar, e eu bem, ou os ignoro, ou bem me sinto invadido por um sentimento de amargor, um sabor ruim em minha” boca”, que torna tudo o que toca amargo desprovido de sentido.

Um sentimento de inutilidade, é estranho como meu – nosso – cérebro se porta diante das decepções, geralmente as pessoas se entristecem, outras brigam, outras choram, mas eu me trono a cada dia que passa mais e mais amargurado.

Para alguns pode parecer coisas de pessoas mimadas, para outros um problema de personalidade, mas eu simplesmente perco o respeito pelas – coisas – que não atendem as minhas altas expectativas.

Por isso dou um imenso valor aqueles que me acompanham na vida, meus amigos ( e de certa forma) meus amores. Eu não pude escolher eles, por uma conjecturas de fatos nós nos aproximamos, e pelo simples fato estarem comigo até hoje, eles não me decepcionam, pois já passamos por muitos momentos juntos, e eles sempre me surpreendem.

Até quando esse amargor vai perdurar? Bem impossível datar um fim, mas acho que ao fim de tudo, nós sempre aprendemos a sentir novos sabores, mesmo que a vida tenha destruído os sabores antigos.

See you later.

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