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Beleza.

O que é considerado pelo os outros, pode não ser a sua concepção de beleza. Algo efêmero, vago e por varias vezes confundido com “uma imagem agradável”.

Mais do que isso, mais do que algo que pura e simplesmente nos agrada, beleza é caracterizada pelo sentimento de contemplação. Seja por coisas agradáveis, seja por coisas horrendas. A beleza sempre esteve nos olhos de quem  a vê e nunca a beleza em si foi detentora de poder.

Foi sim uma eterna vitima de incompreensão e desejos sórdidos de conquista, uma mera sombra de jogos de sedução e alienação. Ela nunca mudou ninguem, mas ela foi alterada pelas pessoas.

Ela que sempre se fez – e refez – do nada, que sempre foi um mero acaso, de elementos que juntos em sua totalidade, acabaram por modificar o universo ao seu redor.

Ela que sempre foi desprezada, que sempre foi trata como mero instrumento da arte, da vida, do destino e fruto do acaso, que nunca teve seus ideais correspondidos. Onde ele se encontra em meio a guerra? Onde ela se encontra em meio ao caos? Nesssas horas quando a humanidade mais necessita, a propria humanidade é incapaz de ver o que ela produziu.

Uma beleza gerada no sofrimento, que só se torna bela, quando contemplada, seja no estupor da guerra, seja na leveza de uma tela.

A beleza que por fim definha, só. Eternizada em um momento, ou vista em segundo pouco importa, afinal alguem, mesmo que um breve momento parou e contemplou.

E essa é a beleza da vida, pois quando menos esperamos, tornamos a nos deparar com ela.

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