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Acredito ter tido uma vida boa. Não boa no sentido de perfeita, mas boa no sentido de satisfatória. Nasci, cresci, envelheci e morri, como qualquer pessoa. Passei por angustias e por alegrias. E o mais legal, é que nem percebi.

A nossa de tempo que temos quando vivos, é estranhamente falha. Quando crianças, a vida passa devagar para alguns – a minha passou bem devagar como uma agradável tarde de verão -, e talvez o mais irônica seja o fato de não nos lembramos muito dessa época.

Acho que só passamos a pensar, e consequentemente agir, no final da infância e na adolescência, mas mesmo assim, o fazemos quase sempre com um imediatismo, uma pressa, que quase sempre não notamos para onde estamos indo – ou talvez o mais importante o porque de estarmos indo.

A juventude é uma bela busca, nessa época eu posso dizer que passei por praticamente meus melhores momentos. Estabilidade no emprego – mesmo ele não tendo me transformado em uma pessoa rica – , terminar os estudos – e perceber que era apenas o início -, os relacionamentos que mesmo não sendo eternos acabam nos moldando e nos tornando melhores, as amizades que aparecem, e encontrar alguem para amar.

De certa forma, ao envelhecermos, para adultos e consequentemente  para idosos, nós transforma em pessoas mais sábias, meio pensativas, mais contemplativas. Criamos nossas crianças, revivemos etapas esquecidas de nossas vidas, aos poucos as pessoas próximas a nós partem antes do que gostaríamos.

E chegamos ao final. As pessoas tendem a escrever épicos sobre a morte, ma no momento final, só vem uma aceitação e uma doce certeza…

A certeza de que mesmo não tendo tido uma vida perfeita, daríamos tudo para poder vivê-la mais uma vez…

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